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Arquivos "materias"


Moradora de Rondônia trabalha como caminhoneira há 30 anos.

Paixão pela estrada surgiu após viagem de caminhão com o marido.

Há quase 30 anos Ermida Aparecida Sagrado, de 50 anos, moradora de Vilhena (RO), deixou as salas de aula para se tornar caminhoneira. A paixão pelas estradas surgiu após uma viagem de férias com o marido que já trabalhava na área. Ao longo dos anos, a ex-professora ultrapassa o preconceito e dirige caminhões e carretas pelas rodovias do Brasil, onde é conhecida como Cinderela.
De acordo com Aparecida, até o ano de 1985 ela trabalhava como professora no estado e morava em Cerejeiras (RO). Durante um período de férias escolar ela decidiu aceitar o convite do marido para dirigir o caminhão. Na viagem, Ermida se apaixonou pelo volante e decidiu abandonar a sala de aula definitivamente. "O pessoal até me aconselhou na época em só se afastar por dois anos para ver se eu iria adaptar com a rotina, mas eu decidi sair de vez, acreditando que iria conseguir", afirma.
Os primeiros fretes foram feitos ao lado do marido em um único caminhão. "Transportávamos verduras de São Paulo para cá e íamos revezando na direção. Quando tive os três filhos, eu os também levava junto na cabine do caminhão", relembra. Com o tempo, o casal comprou duas carretas e passaram a dirigir separadamente. O transporte de verduras e frutas durou até o ano de 2005, quando migraram para a soja.
Por ser um ambiente de poucas mulheres, ela passou a chamar a atenção nas estradas brasileiras e Ermida acabou recebendo um apelido carinhoso dos motoristas: Cinderela. De acordo com a carreteira, o apelido se deve a inúmeros fatores. Um deles é o de sempre prestar atenção na direção. "Em 30 anos nunca me envolvi em acidente", diz.
Ela acredita que o nome Cinderela também se deve ao fato da carreteira não ter se masculinizado, como muita gente acreditava no início da profissão. “Eu acredito que não preciso me masculinizar para dirigir. Eu gosto de ser eu, feminina. O caminhão é minha profissão, mas também gosto da minha cozinha e de fazer as outras atividades da casa”, ressalta.
Preconceito

Lonar caminhão ou trocar pneus não foram os únicos desafios encontrados pela trabalhadora nas rodovias. Ermida conta que o preconceito sempre foi um obstáculo, principalmente na década de 1980, quando ela resolveu se tornar caminhoneira.  "As empresas não contratavam mulher em 1985. Se hoje existem poucas mulheres no volante de carreta, naquela época então nem se via. Foi difícil para me contratarem", explica.

Logo que começou a dirigir nas estradas, no final da década de 80, Ermida alega que o preconceito era muito grande. "Para ter uma ideia, não tinha banheiro feminino e às vezes o pessoal da transportadora precisava vigiar a porta para que eu pudesse usar com tranquilidade. Nos postos de combustíveis até os caixas eram homens. Às vezes ficava um mês sem encontrar mulher nos trajetos e quando me viam no volante faziam piada", recorda-se.
As piadas maldosas de outros homens duram até hoje, segundo Ermida. Além dos comentários machistas, a motorista conta que os caminhoneiros não costumam a respeitar quando ela está dirigindo a carreta. "Se estiverem atrás fazem de tudo para ultrapassar, pois não aceitam perder para uma mulher", afirma.
Marido orgulhoso

Para o marido Carlos Souza Cruz, Ermida realmente é uma Cinderela. Casados há 30 anos, Carlos disse que sempre procurou passar a maior parte do tempo junto da esposa. "Sempre procuramos viajar juntos. Uma vez precisamos fazer uma rota diferente, para nos reencontrarmos em Guarulhos (SP), fiquei muito preocupado", comenta.

Contatos:
Fonte: www.g1.globo.com

Condutor do caminhão avançou cruzamento enquanto trem se aproximava.
Vale disse que local é sinalizado e maquinista cumpriu procedimentos.

Um acidente entre um caminhão e um trem deixou uma pessoa ferida na localidade de Maria Ortiz, interior de Colatina, no Noroeste do estado, nesta terça-feira (28).
A batida ocorreu porque o motorista tentou atravessar os trilhos enquanto o trem se aproximava, mas não conseguiu sair a tempo.
O motorista do caminhão estava sozinho no veículo e, com a batida, ele foi arrastado dentro da cabine até ser lançado para fora.
A cabine continuou sendo empurrada pelo trem por quase 100 metros, soltando pedaços ao longo da via.
Acidente ocorreu em um cruzamento no interior de Colatina (Foto: Alessandro Bacheti/ TV Gazeta)Acidente ocorreu em um cruzamento no interior de
Colatina (Foto: Alessandro Bacheti/ TV Gazeta)
O pescador João Ponche presenciou o acidente. "Eu vi quando o trem passou buzinando, mas não deu sinal de freio, veio só buzinando, enquanto isso a carreta estava avançando. Quando o motorista percebeu, tentou voltar um pouco, mas não conseguiu. Quando o maquinista viu que ia colidir, tentou frear, mas não conseguiu", disse.
Após ser lançado para fora, o motorista do caminhão ficou sentado ao lado da ferrovia, esperando socorro. Ele foi amparado pelos moradores da localidade e em seguida levado a um hospital pelo Corpo de Bombeiros.

O acidente ocorreu no trecho da Ferrovia Vitória a Minas que passo por Colatina. Parte da via ficou fechada depois da batida e todo o fluxo de trens foi desviado para um único lado.
O cruzamento onde tudo ocorreu é sempre bem movimentado, segundo moradores, por dá acesso à Vila de Pescadores de Maria Ortiz e a várias empresas.

As imagens mostram a aproximação de um caminhão enquanto um homem caminha no sentido contrário da via. De repente, a carga se desprende. O homem corre para se proteger da “avalanche” de garrafas, que ficam espalhadas pela rua. Depois, o pedestre parece atordoado, mas salvo.
O vídeo enviado pelo Vinícius Falcão mostra ainda pessoas saqueando a carga que caiu do caminhão. É possível ver moradores e pedestres carregando garrafas de refrigerante e caixas de plástico para dentro de casas e carros, enquanto o resto da carga, destruída, permanece na rua.
A Rio de Janeiro Refrescos informa que está apurando as causas do incidente ocorrido na quarta-feira (29), em Marechal Hermes. O serviço de transporte é terceirizado e executado pela empresa Águia Branca Logística. A transportadora informa que as manutenções preventivas do caminhão estão em dia e que está prestando toda a assistência necessária.




De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), um caminhão que fazia o sentido Norte da rodovia bateu na traseira de uma carreta que seguia pelo mesmo caminho. Com o impacto, o veículo tombou e  espalhou a carga de telhas pela rodovia. As duas vias do sentido norte chegaram a ser bloqueadas, mas por volta das 22h30 o trânsito foi autorizado em uma das faixa .Segundo a PRF, condutor e passageiros do veículo foram encaminhado para o Hospital Regional de São José, apenas com ferimentos leves

O governo federal deverá em 45 dias aplicar a Tabela Referencial do Frete. Caminhoneiros e empresários do setor de transporte de cargas irão pleitear a transformação desta tabela em Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Hoje, a tonelada de soja de Lucas do Rio Verde para Rondonópolis sai a cerca de R$ 80 o frete. Segundo o setor, o custo para transportar (combustível, motorista, peças, entre outros) é de R$ 97 a tonelada entre os dois municípios.
Apesar de não ser a Tabela de Frete Mínimo desejada pelos caminhoneiros, a Tabela Referencial do Frete é considerada um passo importante para a categoria. “A partir dela vamos tentar buscar uma PEC para tentar tornar essa tabela obrigatória. Queremos que a tabela seja em cima do custo do transporte”, declara Gilson Baitaca, um dos representantes da categoria nas negociações em Brasília (DF) com o governo federal.
De acordo com Baitaca, hoje o transportador desembolsa R$ 97 para transportar uma tonelada de soja de Lucas do Rio Verde para Rondonópolis, enquanto recebe apenas R$ 80 por tonelada. 
As paralisações dos caminhoneiros por hora estão suspensas, porém as negociações com o governo federal irão seguir. 
Segundo Baitaca, ainda não se sabe se a Tabela Referencial do Frete, a ser publicada em 45 dias, será a mesma elaborada pelo grupo de trabalho criado pelo governo federal para discutir o assunto.
No último dia 23 de abril os caminhoneiros em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul voltaram a trancar as rodovias federais após o governo federal anunciar no dia 22 de abril que não iria regulamentar a Tabela de Frete Mínimo desejada. Em Mato Grosso os bloqueios foram suspensos na segunda-feira (27) após negociação da Polícia Rodoviária Federal e Tropa de Choque com os caminhoneiros. No Estado chegaram a ter bloqueios as cidades de Arenápolis, Alto Garças, Comodoro, Diamantino, Guarantã do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso, Tangará da Serra e Rondonópolis. 

Faltando sete meses para a realização da maior feira de veículos comerciais do País, a Fenatran, Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga, apenas duas montadoras até agora confirmaram presença no evento: DAF e Volvo mostrarão seus modelos e novidades relacionadas a pós-venda e serviços a fim de atrair e manter o público cativo das últimas edições.
“A Fenatran faz parte da cultura do transporte de carga do País e para nós é um evento estratégico. Posso dizer que nos preparamos os 12 meses anteriores para a melhor participação possível”, comenta Daniel Mello, gerente de marketing da Volvo Trucks para a América Latina.
Mello conta que grande parte das vendas da montadora nos anos ímpares, quando são realizados o evento, são resultado do trabalho feito exclusivamente na Fenatran: “Nós não divulgamos valores, mas posso garantir que estar na feira é o maior investimento de marketing da Volvo a cada dois anos e boa parte da nossa receita anual é realizada durante a feira”. 
Por outro lado, a maior parte das montadoras está em processo de definição e avaliação sobre sua participação na feira, que neste ano chega à sua 20ª edição e que abre as portas entre 9 e 13 de novembro. Caso de MAN Latin America, Mercedes-Benz, Scania, Ford, Agrale e Caoa, que confirmam estar em análise. A Iveco é a única que confirma, por enquanto, que não irá participar desta edição. Por sua vez, a International não conseguiu responder até o fechamento desta reportagem.
A demora na decisão e a dúvida em participar parte principalmente das análises sobre custos e retorno que a feira proporciona, principalmente diante de um mercado em baixa, que obriga as empresas a cortarem os custos ao máximo. A baixa adesão também é reflexo das negociações de preços entre participantes e organizadores.
Por meio de suas assessorias, MAN e Agrale informam que na próxima semana terão reuniões internas para debater o assunto, enquanto Scania e Mercedes-Benz estão acompanhando o movimento via Anfavea, entidade que reúna as fabricantes e que apoia o evento, juntamente com Anfir e Simefre. A Fenatran é uma iniciativa da NTC & Logística, associação que representa as empresas nacionais de transporte de cargas e logística no País, com a organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado.
“A Fenatran é sempre aguardada com grande expectativa, mesmo em um cenário mais difícil como o que o setor está enfrentando este ano. As montadoras estão sim estudando, ainda há uma adesão muito baixa, mas acredito que é momentâneo. Entendemos que apesar de tudo, é uma oportunidade de se fazer presente, de dizer ao cliente ‘estamos aqui, conte com nossos produtos e serviços’, como uma demonstração de voto de confiança”, disse o presidente da NTC & Logística, José Hélio Fernandes.
O executivo acrescentou que 70% do espaço da feira está vendido e que neste ano houve um movimento grande de entrada de empresas que sempre estiveram na fila de espera por falta de espaço em outras edições. Vale lembrar que a feira reúne não só montadoras, mas fabricantes e fornecedores de autopeças para caminhões, ônibus, fabricantes de implementos rodoviários e empresas de serviços relacionados ao segmento de pesados.
“Este é um evento que já é esperado e vamos sim realizá-lo. Acredito que como um ciclo, até novembro o ritmo do mercado comece a retornar, se normalizando em 2016, quando o País estará caminhando para a normalidade após uma definição melhor dos impactos da política de ajustes aplicada neste começo de ano e que acaba afetando a economia.” 
Fernandes diz ainda que para o próximo ano a entidade projeta realizar a segunda edição da Fenatran Centro Oeste, focada no mercado local: “Em 2014 lançamos esta proposta e foi uma feira muito bem aceita. O local para a próxima ainda não está definido, mas queremos repetir”.

O movimento dos caminhoneiros que tem paralisado as estradas do país se mobiliza em busca de respaldo político para ser atendido pelo governo. Um dos líderes do grupo, Ivar Luiz Schmidt, vai se encontrar na tarde desta terça-feira com a bancada ruralista, que está preocupada com a greve, e tenta agendar um encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por intermédio do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).
O grupo reclama do aumento do diesel para ajustar as contas do governo e pede que seja implementado um preço mínimo por quilômetro rodado para o frete no país. “Hoje,70% do faturamento vai para custear o óleo diesel. Os custos aumentaram muito nos últimos dez anos, mas o preço do frete ficou congelado”, disse Schmidt, relatando que o movimento foi formado pela rede social Facebook por caminhoneiros insatisfeitos com o aumento de custos.
Segundo Goergen, o grupo procura respaldo político para ser atendido pelo governo. “Estão em greve faz seis dias e o governo ainda não abriu diálogo com eles. No máximo ameaça com retaliação”, afirmou.


Cooperativas do Paraná
No Paraná, representantes das cooperativas reclamam que o bloqueio nas rodovias brasileiras tem afetado o transporte de matérais-primas e gêneros alimentícios. 
No oeste do Paraná, cooperativas relatam perdas em decorrência dos bloqueios e riscos de paralisação em indústrias lácteas e abatedouros por dificuldade de escoamento da produção dos cooperados até as plantas industriais. Ontem, a Aurora e a BRF já anunciaram paralisação de atividades em alguns frigoríficos.
Neste contexto, dirigentes da Ocepar, que representa as cooperativas, e de entidades como Fecomércio e Associação Comercial do Paraná (ACP), se reuniram com o superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal, Gilson Luiz Cortiano, para pedir ações mais efetivas no desbloqueio das rodovias. 
“Os representantes do setor produtivo enfatizaram a necessidade de ampliar o diálogo com os caminhoneiros, visando a liberação dos trechos bloqueados pelos manifestantes”, diz informe das entidades auto-denominadas G7. No entanto, nenhuma ação foi definida. 
Os protestos começaram na semana passada e se espalharam em 38 pontos do país, com os caminhoneiros solicitando reajustes nos valores de frete para compensar o aumento do diesel, redução de ICMS sobre o combustível entre outros pleitos estuduais e federais. 

Leite no Rio Grande do Sul
Os bloqueios promovidos pelos caminhoneiros já impediram, desde ontem, segunda-feira, a entrega de 5 milhões de litros de leite cru no Rio Grande do Sul para as indústrias. O volume equivale a quase 40% da captação diária no Estado, que chega a 13 milhões de litros.
A estimativa é do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS). Segundo o diretor-executivo Darlan Palharini, a entidade entrou nesta terça-feira com ações na Justiça federal e na estadual pedindo o desbloqueio das estradas em caráter liminar, mas ele admite que mesmo que a iniciativa seja bem-sucedida, os caminhoneiros que não fazem parte das manifestações estão “inseguros” em sair para as rodovias.
Conforme Palharini, se o leite não for recolhido nas propriedades dos produtores ou nos postos de resfriamento em até 48 horas, terá de ser descartado. Até agora, o volume que deixou de chegar às indústrias equivale a um prejuízo de cerca de R$ 3,75 milhões para os produtores. 
FONTE: Valor Econômico 

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Aos 17 anos e prestes a começar a faculdade de agronomia, Gustavo Queiroz é, por enquanto, mais conhecido pelo seu talento de reproduzir em desenhos, com riqueza de detalhes, caminhões Scania.
A admiração pela marca vem da infância, com o pai Nelson e outros dois tios, além de um primo, que escolheram o caminho da estrada como profissão. “Eu sempre achei os caminhões Scania os mais bonitos, ainda mais porque, à época, meu pai já trabalhava com um Scania T 124 360 “bicudo”. Tinha mais ou menos sete anos quando comecei a desenhar os caminhões para presenteá-lo sempre que ele chegava de viagem”, relembra o jovem, contando Nelson chegava a passar até meses longe de casa, trabalhando no transporte de combustível Brasil afora.
O tempo foi passando e o garoto foi se aperfeiçoando. Passou e se inspirar em fotos de Scania encontradas em revistas e caminhões que via pela estrada sempre que conseguia viajar com o pai. A atenção com cada detalhe da cabine foi garantindo ao desenhista trabalhos cada vez mais precisos. “Dou muita atenção á parte da grade e lateral da cabine, porque são os traços que melhor caracterizam e diferenciam os caminhões Scania das outras marcas”, explica.

O garoto tinha 13 anos quando interrompeu os presentes ao pai e outras pessoas próximas e passou a guardar os desenhos para si. Hoje, na pasta de seus trabalhos favoritos já fazem parte do acervo 82 ilustrações. Nelas é possível identificar as inovações das cabines Scania ao longo dos anos, “principalmente na parte de aerodinâmica dos veículos, que além de melhorar o desempenho do caminhão dá a ele um visual moderno e imponente”, destaca ele, confessando que no momento o modelo preferido para desenhar é o Scania Highline.
Alguns desenhos são compartilhados nas redes sociais do jovem, que cada vez mais vem sendo solicitado a reproduzir veículos de outras pessoas, de várias cidades do Brasil. “Não cobro nada por isso, porque é um prazer desenhar e fico feliz quando posso fazer do meu hobby uma forma de alegrar outras pessoas.”
FONTE: Scania Brasil 

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